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Verdura


Tô com fome. E meu vizinho gay escuta algo do tipo “vida vazia vivo sozinho querida”. Então, espero o frango cozinhar e fico rindo sozinha tomando uma taça de vinho. Bem brega ouço mais um lacre de cerveja se abrir. “Nessa cidade todos tem felicidade. Eu só quero é viver.” E silencioso sei que mais uma lágrima dele cai depois de bater a porta. Mais trágico que cômico? “Outra cerveja beberei para esquecer. Um amor que surge numa mesa entre espumas terá que terminar”. E a trilha continua: “Eu fui usado como arma de vingança

Para fazer o mal ao seu namorado E agora ele volta pra você Você me deixa de lado”.  Tsc.



Escrito por Amanda K. às 16h22
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Prefiro saber que visto 42, que meus pés estão cheios de calos, que quando caminho dói tudo. Prefiro saber que meus dentes estão quase caindo. Do que errar. Do que me sentir burra. De ser tão neurótica.

E que é tudo mentira. Porque eu me importo com tudo. E minha cabeça se confunde. Oh!



Escrito por Amanda K. às 11h41
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PARA CONCENTRAÇÃO TODO UM PROCESSO

 

Colorir um cartão de recados aleatoriamente.

Pensar nos vinis colados na parede.

Ouvir música por pelo menos meia hora.

Atualizar endereço pelo telefone.

Tomar sopa.

Queimar a língua.

Atualizar o blog.

Mãos a obra.



Escrito por Amanda K. às 21h17
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E os novos hits são: 

 

 



Escrito por Amanda K. às 10h02
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As lojas daqui já estão enfeitadas para o Natal. Eu gosto desse período. Apesar da hipocrisia e todas outras sias que tem eu prefiro colocar uma venda nos olhos e curtir. E as promessas para 2010 já começaram. Escuto The Kinks “Dandy”.



Escrito por Amanda K. às 09h29
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Cantiga

(De Torquato Neto na voz de Nana Caymmi)

 

Sabe amor

Eu te amo tanto, tanto

Que esta minha vida, sem você

Seria para sempre, triste.

E eu nem sei se existe, vida assim

Que alguém possa viver

Meu bem eu te amo tanto...

Que vou te dizer

Daria a minha vida, pra não te perder.



Escrito por Amanda K. às 20h03
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Não sei se o Sol, mas tem dia que eu não to afim de muito. Uma coisinha aqui dentro fica martelando: o que essa garota quer afinal? Talvez seja falta de um livro, ou de um filme. Porque no momento eu tenho todos os elementos que pedi. Trabalho muito trabalho. Amor muito amor. Saúde nem tanto, mas... Será falta de arte? Ou de vergonha? Parece também que quando a gente mora só fica mais maluca que o normal. Um bloqueio da voz.



Escrito por Amanda K. às 12h45
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No meio dos cupins eu catei algumas moedas antigas e fotos. Páginas inteiras comidas e pensei: cupim não come memória, mas bem que devia vezenquando. Eu me balanço na rede escuto música, vovó me beija e eu que já rodei um bocado na vida sinto que felicidade ás vezes é só isso. Mesmo com o sol queimando a pele, secando os pés e fechando os olhos. E já que não falo coisa com coisa, queria que o tempo das fotos fosse hoje. E meu tempo já fosse outro.



Escrito por Amanda K. às 11h09
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Happiness

 

Aqui no meu loft eu penso no tanto que ainda quero fazer. Nas possibilidades que uma boa companhia pode proporcionar. É, tem vez que nem acredito. Nem consigo também virar o disco do assunto.  




GOLDFRAPP



Escrito por Amanda K. às 22h34
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A você, com amor

(Vinicius de Moraes)

 

O amor é o murmúrio da terra

quando as estrelas se apagam

e os ventos da aurora vagam

no nascimento do dia...

O ridente abandono,

a rútila alegria

dos lábios, da fonte

e da onda que arremete

do mar...

 

O amor é a memória

que o tempo não mata,

a canção bem-amada

feliz e absurda...

 

E a música inaudível...

 

O silêncio que treme

e parece ocupar

o coração que freme

quando a melodia

do canto de um pássaro

parece ficar...

 

O amor é Deus em plenitude

a infinita medida

das dádivas que vêm

com o sol e com a chuva

seja na montanha

seja na planura

a chuva que corre

e o tesouro armazenado

no fim do arco-íris.



Escrito por Amanda K. às 09h19
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Meu caminho sempre deu no mar. E o motivo agora eu sei qual. Construir uma vida, sem pressa, “muita calma para pensar e ter tempo pra sonhar”. “E eu que era triste descrente desse mundo ao encontrar você conheci o que é felicidade, meu amor”.

 



Escrito por Amanda K. às 21h25
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Vou caminhando e mamãe vê aquela mocinha bonita no calçadão, branquinha dos olhos azuis: você deveria namorar alguém assim. Então eu lembro que ela, Ana Maria, na noite passada tomou vinte copos de cerveja e fez ménage à trois. Alguém que acorda cedo, por quê? Me viro e penso que nem sempre a noite todos os gatos são pardos. De manhã com esse Sol cegando e mamãe vendo só roupas e óculos escuros, eu quero correr para o mar e ficar nu. Olha a pele, parece moça bem educada. Sábado passado ela colocou a mão na carteira do pai e financiou a erva para o namorado e os amigos. Eu boiando em alto-mar e um arco-íris fazendo sombra colorida sobre o peito.



Escrito por Amanda K. às 10h20
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Na próxima encarnação quero nascer economista: só entender de números. Ou torneiro mecânico: ser presidente? Ou gay.



Escrito por Amanda K. às 10h20
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Bem distante, lembrei hoje dessa música da Legião Urbana. Em que fase estarei eu? Ow ow... Fico preocupada.

 

Quase Sem Querer

Dado Villa-Lobos / Renato Russo / Renato Rocha

 

[...]

Me fiz em mil pedaços

Pra você juntar

E queria sempre achar

Explicação pro que eu sentia

Como um anjo caído

Fiz questão de esquecer

Que mentir pra si mesmo

É sempre a pior mentira

 

Mas não sou mais

Tão criança, oh! oh!

A ponto de saber tudo...

 

Já não me preocupo

Se eu não sei por que

Às vezes o que eu vejo

Quase ninguém vê

 

E eu sei que você sabe

Quase sem querer

Que eu vejo

O mesmo que você...

 

[...]

Sei que às vezes uso

Palavras repetidas

Mas quais são as palavras

Que nunca são ditas?

 



Escrito por Amanda K. às 17h19
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"Controlando a minha maluquez, misturada com minha lucidez..."

 

Quando eu visto minha blusa estampada esvoaçante e saio rápido me lembro de Hélio Oiticica e dos parangoles queimados. Lembro que a cinza de uma história é melhor que aqueles que nunca fizeram história. Lembro de um namorado que não gostava dos meus cabelos vermelhos e das minhas calças folgadas: que depois que terminei folguei ainda mais as calças e afogueei mais ainda os cabelos. Lembro que sou chata e metida quando se metem a entrar no espaço das minhas escolhas. Que eu preciso cuidar da vida, porque algum dia estarei muito só: eu e as escolhas. Uma sina. Será?



Escrito por Amanda K. às 13h20
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Bóris costuma dizer que eu não tenho muito juízo. Que daqui a pouco me caso de novo. E sendo sincera, vontade não falta. Eu sempre penso que a vida é muito curta e que se uma coisa boa te aparece porque não vivê-la?

Eu gosto dessa história de família, de casamento, casa, filhos... E sinto falta. Não consigo enxergar minha existência de outra maneira. Isso eu sei.



Escrito por Amanda K. às 16h42
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No ônibus, os olhos fechando e o Sol insistindo. Então, a gente canta mentalmente uma música para sexta-feira preguiçosa. Olha para o céu e ri.

 

Samba e Amor

Chico Buarque

 

Eu faço samba e amor até mais tarde

E tenho muito sono de manhã

Escuto a correria da cidade que arde

E apressa o dia de amanhã

De madrugada a gente 'inda se ama

E a fábrica começa a buzinar

O trânsito contorna, a nossa cama reclama

Do nosso eterno espreguiçar

No colo da bem vinda companheira

No corpo do bendito violão

 

Eu faço samba e amor a noite inteira

Não tenho a quem prestar satisfação

 

Eu faço samba e amor até mais tarde

E tenho muito mais o que fazer

Escuto a correria da cidade. Que alarde!

Será que é tão difícil amanhecer?

Não sei se preguiçoso ou se covarde

Debaixo do meu cobertor de lã

 

Eu faço samba e amor até mais tarde

E tenho muito sono de manhã.



Escrito por Amanda K. às 10h09
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O primeiro dia que vi amanhecer literalmente aqui. Minha vida de gato: de gatos, melhor dizendo.

Eu gosto tanto de algumas pessoas e queria tanto que elas conseguissem de desvencilhar de certas coisas, que sei lá...

Mas também, vou ver esse clipe da Norah Jones as seis e cinquenta e dois da manhã de domingo e mapear todos os lugares por onde espalhei palavras. Forever.

O dia é bonito, apesar de o Sol me queimar tanto.

Nem era disso que eu ia falar só que eu gosto de enroscar meus dedos nesse teclado. Ia comentar sobre o show de ontem no Festival Mundo.

Burro Morto é a banda mais viva que vi nesses últimos tempos. Eles são modernos, psicodélicos: conseguem que eu feche meus olhos e entre em sintonia. Tem futuro e estão acima do nível das outras bandas que se apresentaram anteriormente.

No mais, o festival é uma boa idéia. Comentava que a PB precisa de mais eventos como esse. Gosto de misturas e da diversidade. A vida só é boa se diversa. A vida só é boa porque existe a música, porque existe você ao meu lado.

E agora vou dormir.

 

 



Escrito por Amanda K. às 07h05
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Acordei e escutei muitas músicas, numa espécie de meditação. Então, deu vontade de ver e ouvir Pink Floyd. Tem um show deles que acho mesmo uma viagem espacial o Live at Pompeii. E não deixa de ser. Escrevi muito no transe daquele som e daquelas imagens com crateras, larvas, e rostos joviais.

Também fiquei contente em como meu novo espaço é gostoso, é limpo, e prático. Posso deitar na cama e pular as músicas no teclado do computador sem levantar. Vejo TV, durmo, lavo roupa, varro sem sair do lugar, apesar dos hematomas. Não importa, é melhor hematoma externo que interno: na alma como eu vinha sentindo nos últimos tempos.

E os caras fazem círculos de fumaça, e de repente precisam da erva para inspirar. Eu como me inspiro com qualquer coisa, deve ser por isso que nenhuma droga me tira de mim.

Sábado passado fomos pro show de Cabruêra e me diverti na minha sobriedade. Então me pergunto: sou sóbria e estou sempre em transe?

Lembrei também de quando eu brincava carnaval, e num desses um cara veio e me perguntou qual droga eu estava usando para estar tão contente, e eu disse: minha droga natural do riso. Muitos não entendem que me eletrizo por si só, não preciso de artifícios.

Pink Floyd, uma nuvem engraçada, um dia de chuva, uma cadeira de balanço, um abraço de quem amo, uma gargalhada com os amigos, um pôr-do-sol, a mata verde, me deixam em êxtase e até mesmo com os olhos vermelhos.

 

 

 



Escrito por Amanda K. às 10h20
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Eu tenho certos prazeres. Marcelo diz que tenho um jeito particular de dizer e sentir as coisas e que é interessante. Por exemplo: depois que arrumei meus livros aquilo me encheu de graça. O colorido do conhecimento.

Estou com sérios problemas de volume: volume de riso, volume de música, volume de sono, volume de planos. Eu estava tão sem esperança de dias melhores que ainda fico sem acreditar, sabe!?

Essa semana dei uma lida no meu livro. E pensei que realmente aquele foi um bom momento de inspiração, nem sei se consigo escrever mais daquele jeito. Quem sabe depois, se um dia publicá-lo.

Disse a um amigo que eu to muito lírica. Nada tem me estressado e eu to tão admirada da vida, que sei lá... acho que estava merecendo mesmo.

 

“Nada melhor

Do que não fazer nada

Só prá deitar

E rolar com você...”



Escrito por Amanda K. às 14h26
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É como se estivesse passado por um terreno pantanoso, ou mesmo um atalho cheio de buracos e barrancos e agora voltando ao verdadeiro caminho você lembra que tem princípios e valores. Os olhos brilham e sorriem sozinhos como dois bobos no meio da multidão.

 

Como sempre, comigo, tudo é muito rápido e o tempo que cronologicamente falando é curto para mim compara-se a cinquenta anos. Então, cheira a lavanda e me equilibra. Sem rituais, sem segredos.

 

E se alguém disser que to espiritual demais, talvez eu esteja mesmo, e daí!?

 

“Já não sei viver

nesse clima de suspense

quando vou te ver?

e por quantas horas?

Te quero,

o mundo

fica perfeito contigo

nas poucas,

...as loucas horas com você

que o sol queima a nossa face”



Escrito por Amanda K. às 20h50
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Me gusta tu!!!



Escrito por Amanda K. às 15h56
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Quando só se pensa e ri. Quando até medo você sente, mas é medo bom. E se está tranquilo não importa que a ordem espere. Mas também não é o caos. O que é? Um cabelo caindo sobre os olhos ou um topete, ou simples choque. E uma certeza sabe-se lá de onde vem. É bom e a gente quer eternizar.

 

 

*** E hoje ele faria 79. Tenho certeza que andou mexendo os pauzinhos lá em cima.



Escrito por Amanda K. às 09h45
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O Leãozinho

(Caetano Veloso)

 

Gosto muito de te ver, leãozinho

Caminhando sob o sol

Gosto muito de você, leãozinho

 

Para desentristecer, leãozinho

O meu coração tão só

Basta eu encontrar você no caminho

 

Um filhote de leão raio da manhã;

Arrastando o meu olhar como um ímã...

O meu coração é o sol, pai de toda cor;

Quando ele lhe doura a pele ao léu...

 

Gosto de te ver ao sol, leãozinho

De te ver entrar no mar

Tua pele, tua luz, tua juba

 

Gosto de ficar ao sol, leãozinho

De molhar minha juba

De estar perto de você e entrar no mar



Escrito por Amanda K. às 08h21
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Choro contido

 

Porque não gosto de rodoviária.

Porque me sinto com dez anos roendo as unhas e enxugando os olhos

Porque me sinto com quarenta anos tendo visto e vivido tudo demais

Porque me sinto com vinte e quatro sem saber o que me espera.

Porque às vezes tenho medo e fico meio arrepiada

Se a cama vai caber se o dinheiro vai dar se eu vou agüentar, se vou continuar aqui nessa cidade.

“Sei lá, sei lá, só sei que é preciso paixão”



Escrito por Amanda K. às 10h48
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Casamentos e prisões

(Adalberto dos Santos)

 

É uma pena que os casais se separem cada vez mais cedo. Não custa e quando menos esperam, estão desfazendo a mala comum, desarrumando os troços. Hoje, aquele papo de amor eterno parece balela. O sim dado no altar ou na presença do juizado civil, ou a simples decisão de morar junto, transforma-se em não rapidamente, sem que às vezes sequer dê tempo de esquentar o leito. Já vi casamentos que não duraram a noite de núpcias. Depois de passada a euforia dos sentidos, é como se corresse sangue nos olhos dos casais quando descobrem que não foram feito um para outro. Se desesperam, destratam Deus e o mundo pelo equívoco cometido. Eram desiguais, não combinavam, jamais dariam certo. Por que se escolheram, então?

Ora, ela me surpreendeu com a notícia de que havia terminado com o sujeito com quem escolheu morar pela primeira vez. Jovem advogada com menos de trinta que no início da relação se dizia encantada pelo tal como se houvesse encontrado o príncipe encantado da sua vida. E na verdade era isso. O encantamento dos olhos cega o coração, os ouvidos são tocados com a impressão das palavras mais belas e envolventes, viram um só os dois pela descoberta de que foram feitos um para o  outro. Por isso o caráter decepcionante da alma quando vem à tona a verdade. Não éramos companheiros eternos, ela disse.

Sei que não adiantaria falar muito a respeito. Me fiz de compreensivo sem alarmar a infeliz por essa desgraça. Os dois, meus amigos, a quem tantas vezes creditei o mais sincero desejo de que se cuidasse um ao outro, desfizeram a união que por pouco não viraria padrão em nosso meio, tão encantados, tão contentes nos últimos dois ou três anos. Era um desses casos em que nem o mais duro dos corações não acreditaria desse certo. Nem que depois viesse o fim. Nem que acabasse no outro dia. Para esses só uma vida era pouca. Assim era.

Mas chega o dia. Lá nas altas do tempo, um descobre que não dá mais. O outro também. E passam um mês, dois, preparando a despedida. Descobrem, por fim, que não estão mais presos um ao outro, e que, fatalmente, o casamento também havia virado prisão para eles. Não dá mais. É dar um basta e seguir adiante. Que a mãe não entenda, que fique infeliz, que os amigos comentem que já sabiam que estava acabando, e que ninguém mais creia no amor. É frágil a linha mágica que nos unia, agora já era.

E elegantemente saem pela mesma porta. Ele lhe diz: vá em frente. Ela, por seu lado, confirma: não estou infeliz. Outros dias virão e mais à frente verei a luz de um olhar diferente da que puder ver nos seus olhos. E novamente me apaixonarei. Quem sabe não será dessa vez?

É, quem sabe. O amor é feito de apostas. Quando dá, se é feliz. Quando não, tenta-se de novo. Só não se pode prender a si e ao outro em nome da mentira. Melhor assim, ainda que a separação seja triste, atormente. Veja as coisas pelo lado bom. Como disse o Nelson Rodrigues, o amor, se acaba, não era amor.



Escrito por Amanda K. às 14h20
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Eu me apego demais. Gosto de tudo demais. E sei lá. Eu sofro demais. E sou feliz também, demais.

 

“Que eu não sou ninguém de ir

Em conversa de esquecer

A tristeza de um amor

Que passou

Não!

Eu só vou se for prá ver

Uma estrela aparecer

Na manhã de um novo amor...”

 

(Vinícius in Canto de Ossanha)



Escrito por Amanda K. às 11h14
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Bebe blues e come jazz

Dalai lama disse? O passado é uma roupa que não te cabe mais (isso é Belchior).

Viver agora.

Os hippies levaram 10 reais, mas deixaram um brinco com não sei o que de tubarão?

E Bob Dylan Nobody feels any pain. Tonight as I stand inside the rain.



Escrito por Amanda K. às 08h39
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Arrumando o kitinete ou loft como diz ser mais chique um amigo meu. Escuto muito Zeca Baleiro, e adoro.

 

Nalgum Lugar

(E. E. Cummings)

 Nalgum lugar em que eu nunca estive

Alegremente além

De qualquer experiência

Teus olhos tem o seu silêncio

No teu gesto mais frágil

Há coisas que me encerram

Ou que eu não ouso tocar

Porque estão demasiado perto

Teu mais ligeiro olhar facilmente me descerra

Embora eu tenha me fechado como dedos

Nalgum lugar

 

Me abres sempre pétala por pétala

como a primavera abre

Tocando sutilmente, misteriosamente

A sua primeira rosa

Sua primeira rosa

 

Ou se quiseres me ver fechado

Eu e minha vida

Nos fecharemos belamente, de repente

Assim como o coração desta flor imagina

A neve cuidadosamente descendo em toda a parte

Nada que eu possa perceber neste universo

Iguala o poder de tua intensa fragilidade

Cuja textura

Compele-me com a cor de seus continentes

Restituindo a morte e o sempre

Cada vez que respirar

 

Não sei dizer o que há em ti que fecha e abre

Só uma parte de mim compreende

Que a voz dos teus olhos

É mais profunda que todas as rosas

Ninguém, nem mesmo a chuva, tem mãos tão pequenas  

Minha Casa

 

É mais fácil

Cultuar os mortos

Que os vivos

Mais fácil viver

De sombras que de sóis

É mais fácil

Mimeografar o passado

Que imprimir o futuro...

 

Não quero ser triste

Como o poeta que envelhece

Lendo Maiakóvski

Na loja de conveniência

Não quero ser alegre

Como o cão que sai a passear

Com o seu dono alegre

Sob o sol de domingo...

 

Nem quero ser estanque

Como quem constrói estradas

E não anda

Quero no escuro

Como um cego tatear

Estrelas distraídas...

 

Amoras silvestres

No passeio público

Amores secretos

Debaixo dos guarda-chuvas

Tempestades que não param

Pára-raios quem não tem

Mesmo que não venha o trem

Não posso parar...

 

Veja o mundo passar

Como passa

Uma escola de samba

Que atravessa

Pergunto onde estão

Teus tamborins?

Sentado na porta

De minha casa

A mesma e única casa

A casa onde eu sempre morei...



Escrito por Amanda K. às 16h20
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Sofro de uma doença crônica chamada intensidade.



Escrito por Amanda K. às 20h12
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CINCO ANOS DE MUITA VERDURA!!!!

 

Espero a máquina. Espero a roupa. Agora pouco falava com minha amiga Nivitas e lembrei que meu blog já está na casa dos cinco anos. Quando chego aqui vejo que é exatamente amanhã dia 03 de setembro. Olha só!! Antes eu escrevia no Aprendiz (link ao lado), quando vim pra cá, acho que realmente dei umas mudadas.

O que quero dizer é que: tem noção, são cinco anos!? Meia década.

Cada um dos posts guarda muito de mim. Tem trechos de livros, vídeos e músicas de que gosto. Tem muitas lembranças. Alguns contos do meu livro, ainda inédito. Na verdade, sempre estive tentando eternizar os momentos da minha vida. Guardo meus brinquedos na casa lá do sítio. Meus diários na casa de Cajazeiras. E depois, aqui na internet esses últimos cinco anos. É tanta casa, e como diria Gigio: qual é tua casa mesmo? Sabe, minha casa é qualquer lugar onde eu possa guardar essa esperança da cor de Verdura.

 

E pra quem não sabe, segue a música que deu nome ao blog:

 

Verdura

(Cantada por Caetano Veloso e composta por Paulo Leminski)

 

De repente

me lembro do verde

da cor verde

a mais verde que existe

a cor mais alegre

a cor mais triste

o verde que vestes

o verde que vestiste

o dia em que te vi

o dia em que me viste

 

De repente

vendi meus filhos

a uma família americana

eles têm carro

eles têm grana

eles têm casa

a grama é bacana

só assim eles podem voltar

e pegar um sol em Copacabana...



Escrito por Amanda K. às 21h08
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As pessoas se repetem e as que cruzam o meu caminho, então...



Escrito por Amanda K. às 20h41
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Caetano disse “Coragem grande é poder dizer sim”. E eu penso exatamente o contrário. Já disse tanto ‘sim”, que acho mesmo coragem grande é dizer “não”. E eu disse.

 

“Penso em ficar quieto um pouquinho

Lá no meio do som

Peço salamaleikum, carinho, bênção, axé, shalom

Passo devagarinho o caminho

Que vai de tom a tom

Posso ficar pensando no que é bom

 

[...]

Nu com a minha música, afora isso somente amor

Vislumbro certas coisas de onde estou

 

Nu com meu violão, madrugada

Nesse quarto de hotel

Logo mais sai o ônibus pela estrada, embaixo do céu

O estado de São Paulo é bonito

Penso em você e eu

Cheio dessa esperança que Deus deu

 

[...]

Deixo fluir tranqüilo

Naquilo tudo que não tem fim

Eu que existindo tudo comigo, depende só de mim.”

 

CORAGEM GRANDE É DIZER NÃO



Escrito por Amanda K. às 13h07
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E a gente vai redescobrindo algo que achava estar perdido. Mas a essência nunca muda. Por mais que eu me perca mais me encontro dia após dia. Estou na fase cantores de rádio e poesia. Até rimando.

 

Dever de Sonhar

(F. Pessoa)

 

Eu tenho uma espécie de dever, dever de sonhar, de sonhar sempre,

pois sendo mais do que um espetáculo de mim mesmo,

eu tenho que ter o melhor espetáculo que posso.

E, assim, me construo a ouro e sedas, em salas

supostas, invento palco, cenário para viver o meu sonho

entre luzes brandas e músicas invisíveis.



Escrito por Amanda K. às 08h18
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Maravilhas...

   

  



Escrito por Amanda K. às 20h23
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Eu acho sinceramente que tudo na vida tem um porque e que nada é por acaso.



Escrito por Amanda K. às 17h31
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Acordei com:

 

“Se alguém perguntar por mim

Diz que fui por aí

Levando o violão embaixo do braço

[...]

Se quiserem saber se volto

Diga que sim

[...]

Tenho muitos amigos, eu sou popular

Tenho a madrugada como companheira

[...]

Eu estou na cidade, eu estou na favela

Eu estou por aí”

 

E relembrando Vicky, eu sei exatamente o que não quero para mim. Mas, diferente dela, tenho mais ou menos noção do que me espera. E é bom.



Escrito por Amanda K. às 08h27
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É como se desfazer dos sapatos que não servem mais. Mistura de alívio pelos calos não mais feitos e saudade pelos caminhos que percorreram juntos aos pés. Então é isso. Quem sabe de repente, você passa numa vitrine e lá está outro e vc gosta tanto que compra vários pares para que nunca se acabem. Quiçá.



Escrito por Amanda K. às 20h28
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não sei se vou embora.

se fico.

se lavo a louça.

se bebo ou começo a fumar.

se faço o café ou durmo.

para sempre ou abro os olhos.

não sei.

se a manhã mesmo escura me cega.

o tempo esnoba.

e o vento não deslumbra mais.

talvez quando eu passar as páginas do calendário,

infinitas vezes,

outro azul me agrade.

mas enquanto isso,

eu não sei.



Escrito por Amanda K. às 09h14
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Vim pensando nisso no ônibus logo depois que eles subiram fazendo um barulhão carregados de sacolas e baldes. Eu não sou artista. Até queria ser porque todo mundo pensa: eles é que são felizes. Mas, eu não consigo não ter horários, ou o dinheiro no fim do mês pra pagar as contas. Tenho tique nervoso no olho direito em dias de preocupação. Tenho minhas loucuras aqui e acolá, mas nada de dormir debaixo da ponte ou perder as roupas. Ás vezes, até queria sabe!? Só que meu lado materialista fala mais alto.



Escrito por Amanda K. às 08h14
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De 1995 a 2005 mantive diários e agendas. Nas agendas escrevia sempre por códigos por ex.

 

11/06/2004

Pra que tanto sofrimento se meu pensamento é livre na noite!?

 

12/09/2004

Dia de Baco

Central Park

E a volta dos que não foram

 

Outras datas colocava trechos de músicas.

 

15/05/2004

Dei pra maldizer nosso amor...

 

Achei também desenhos e bilhetes. Um com um poeminha bonitinho:

“Se toda flor

Tivesse sua beleza

Tenho certeza

Que a natureza

Seria melhor...”

 

Na maioria das páginas poemas colados dos mais variados. Cópias e lembranças.



Escrito por Amanda K. às 09h07
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Mesmo que eu vivesse sozinha numa ilha. Onde me esconder da chuva? Como cortaria a madeira pra fazer o fogo. Se banana às vezes me enjoa tanto, o que comer!? Como desligar a música do mar caso me cansasse? E a busca por uma saída? Mesmo que morasse sozinha. Como entender alguém que diz não aguentar mais moídos se a vida é um eterno moído?

No dia que eu deixar de falar e questionar acho que já morri.



Escrito por Amanda K. às 08h24
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NATUREZA VIVA

Caio F. Abreu

 

“Como você sabe, dirás feito um cego tateando, e dizer assim, supondo um conhecimento prévio, faria quem sabe o coração do outro adoçar um pouco até prosseguires, mas sem planejar, embora planejes há tanto tempo, farás coisas como acender o abajur do canto depois apagar a luz mais forte, criando um clima assim mais íntimo, mais acolhedor, que não haja tensão alguma no ar, mesmo que previamente saibas do inevitável das palmas molhadas de tuas mãos, do excesso de cigarros e qualquer coisa como um leve tremor que, esperas, não transparecerá em tua voz. Mas dirás assim, por exemplo, como você sabe, sim como você sabe, a gente, as pessoas, infelizmente têm, temos, essa coisa, emoções, mas te deténs, infelizmente? o outro talvez perguntaria por que infelizmente? então dirás rápido, para não desviar-te demasiado do que estabeleceste, qualquer coisa como seria tão bom se pudéssemos nos relacionar sem que nenhum dos dois esperasse absolutamente nada, mas infelizmente, insistirás, infelizmente nós, a gente, as pessoas, têm, temos - emoções. Meditarias: as pessoas falam coisas, e por trás do que falam há o que sentem, e por trás do que sentem há o que são e nem sempre se mostra. Há os níveis-não-formulados, camadas imperceptíveis, fantasias que nem sempre controlamos, expectativas que quase nunca se cumprem, e sobretudo emoções. Que nem se mostra. Por tudo isso, infelizmente, repetirás, insistirás, completamente desesperado, e teu único apoio seria a mão estendida que, passo a passo, raciocinas com penosa lucidez, através de cada palavra estarás quem sabe afastando para sempre. Mas já não sou capaz de me calar, talvez dirás então, descontrolado, e um pouco mais dramático, porque meu silêncio já não é uma omissão, mas uma mentira. O outro te olhará com seus olhos vazios, não entendendo que teu ritmo acompanharia o desenrolar de uma paisagem interna, absolutamente não-verbalizável, desenhada traço a traço em cada minuto dos vários dias e tantas noites de todos aqueles meses anteriores, recuando até a data, maldita ou bendita, ainda não ousaste definir, em que pela primeira vez o círculo magnético da existência de um, por acaso banal ou pura magia, interceptou o círculo do outro.



Escrito por Amanda K. às 21h29
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Ah: fumarás demais, beberás em excesso, aborrecerás todos os amigos com tuas histórias desesperadas, noites e noites a fio permanecerás insone, a fantasia desenfreada e o sexo em brasa, dormirás dias adentro, faltarás ao trabalho, escreverás cartas que não serão nunca enviadas, consultarás búzios, números, cartas e astros, pensarás em fugas e suicídios em cada minuto de cada novo dia, chorarás desamparado atravessando madrugadas em tua cama vazia, não conseguirás sorrir nem caminhar alheio pelas ruas sem descobrires em algum jeito alheio o jeito exato dele, em algum cheiro o cheiro preciso dele.

[...]

 

Na frente do espelho, nessas manhãs mal dormidas, acompanharás com a ponta dos dedos o nascimento de novos fios brancos nas tuas têmporas, o percurso áspero e cada vez mais fundo dos negros vales lavrados sob teus olhos profundamente desencantados. Sabes de tudo sobre esse possível amargo futuro. Sabes também que já não poderias voltar atrás, que estás inteiramente subjugado e as tuas palavras, sejam quais forem, não serão jamais sábias o suficiente para determinar que essa porta a ser aberta agora, logo após teres dito tudo, te conduza ao céu ou ao inferno. Mas sabes principalmente, com uma certa misericórdia doce por ti, por todos, que tudo passará um dia, quem sabe tão de repente quanto veio, ou lentamente, não importa.Só não saberás nunca que neste exato momento tens a beleza insuportável da coisa inteiramente viva. Como um trapezista que só repara na ausência da rede após o salto lançado, acendes o abajur do canto da sala depois de apagar a luz mais forte. E finalmente começas a falar."

 



Escrito por Amanda K. às 21h28
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Coisas estranhas acontecem. Eu escolho ou permito que elas aconteçam. Vivo testando para ver até onde suporto. Mas não sei dizer se é bom ou ruim. Na prática tenho aprendido muito. Mas a literatura e o cinema ajudam.

 

Em Vicky Cristina Barcelona, quando Cristina resolve abandonar o relacionamento nada convencional que mantinha com o pintor Juan Antonio e Maria Helena. Ela sabia apenas do que não gostava.

 

Em V de Vingança o V ajuda Evey a acabar com todo o seu medo. Ela consegue.

 

Último Tango em Paris, Ela mata para se livrar das amarras: universo um tanto obscuro. Ou não. Ao matar ela eterniza aquilo que a encantou desde o começo.

 

Atá-me, quando se quer muito prender alguém ou se está a fim de ficar preso.

 

De olhos bem fechados. Uma das maneiras dos relacionamentos funcionarem nos dias atuais.



Escrito por Amanda K. às 19h25
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Não sei como alguém pode se sentir tão bem ao fazer o café, olhando pela janela e ver um coqueiro sozinho parecendo um cata vento bem distante entre as nuvens e o céu bem azul. Eu me senti.



Escrito por Amanda K. às 08h46
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Começando por pintar as paredes mofadas dos quartos. Talvez eu pinte uma delas de verde. A melhor parte será ter que lixar as cascas de tintas com medo de chuva. Antes tinham pintado de amarelo, antes do branco. E não gosto mesmo de amarelo. Quero pintar também as portas e as janelas: de gelo preferencialmente. Mês que vem compro o sofá e mando fazer o móvel para organizar os CDs. Lavo bem o chão e os vidros. Ah... Here comes the sun king. Here comes the sun king. Everybody's laughing. Everybody's happy. Here comes the sun king…



Escrito por Amanda K. às 22h11
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Caetano não envelhece. O show foi muito bom. Por ele valeu o sacrifício e a saga. To começando a achar que o que sobra da vida são os amigos e a música. Só. Ele realmente rebola e canta e que voz. Perfeito.



Escrito por Amanda K. às 00h12
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Deu vontade de ouvir The Police “king of pain”. But it's my destiny to be the king of pain…

 




Escrito por Amanda K. às 09h54
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Ontem fiz uma sopa. A primeira. Ligo a TV e estava passando “A sopa” de Dalton Trevisan. Pensei: que coincidência. Mas sozinha, fiquei meio como o marido. “Depois de velha, melindrosa. Não pode comer com o rei da casa, que lhe sustenta o filho e lhe dá o dinheiro?”. Me assustei um pouco. Hoje a tarde comecei a ver “Da vida das marionetes”, e dormi. Não por causa do filme que já já vou ver todo, mas cansaço. Duas noites sem dormir. To me sentindo mesmo uma espécie de marionete. Muito trabalho. E a tarde tão bonita. Um vento bom. Pedindo uma caminhada, mas eu marionete, fecho o portão. Volto pra caixa.



Escrito por Amanda K. às 17h34
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Há quatro mãos. Duas: volta e meia não entra. Círculo fechado. Um espaço que antes pensava fazer parte. Talvez nunca fizesse. Ânsias e solidão.



Escrito por Amanda K. às 18h50
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Em Cajazeiras meu irmão mudou o teclado do computador e eu sinto muita falta do outro. Abri a gaveta e lá estava: aquele barulho inspirador. Vovó e mainha fazem o almoço. Escuto Caetano cantando: “Podemos ser amigos simplesmente. Coisas do amor nunca mais. Amores do passado, no presente. Repetem velhos temas tão banais. Ressentimentos passam com o vento. São coisas de momento. São chuvas de verão.”

Descubro um livro de poemas de Adélia Prado e vim transcrever uns trechos que me tocaram.

 

UNS OUTROS NOMES DE POESIA

Queria uma cidade abandonada

para achar coisas nas casas, objetos de ferro,

um quadro interessantíssimo na parede,

esquecidos na pressa.

Mas, sem guerra aparente e com a vida tão cara,

quem deixa para trás uma agulha sequer?

Eu acho coisas é no meu sonho,

no rico porão do sonho,

coisas que não terei.

Toda a vida resisti a Platão, a seus ombros largos,

à sua república aleijada, donde exilou os poetas.

Contudo, erros de tradução são ordinários,

eu não sei grego,

eu não comi com ele um saco de sal.

Por isso o que ele disse e o que eu digo

é carne dada às feras,

menos o que sonhamos.

Ninguém mente no sonho,

onde tudo está nu e nós desarmados.

O mito que ele escreveu – quem sabe a contragosto? –

É tal qual o que digo:

Na garganta do morto tem um buraco tão grande

como o Vale de Josafá onde seremos julgados.

Não há no mundo poder que nos conteste

quando o discurso é sobre luz e sombra,

crina e focinho orvalhados.

Contra isso as hostes se enfurecem

e os legistas escondem por escusos motivos

a fotografia do suposto suicida.

Ah, mas o amor em que não crêem

continua impassível gerando sentenças justas,

gerando bênçãos, amantes,

apesar do morto e seu pescoço arruinados.

 

LIMITES

[...]

A poesia é tão triste! O que é bonito enche os olhos de lágrimas.

 

Tenho tanta saudade dos meus mortos!

Estou tão feliz a beira do ridículo

arde meu peito em brasas de paixão.

Vinte anos de menos, só seria mais jovem.

Nunca, mais amorável.

Já desejei ser outro.

Não desejo mais não.



Escrito por Amanda K. às 11h51
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O AMENO FATO TERRÍVEL

O que mais me lembra o Juizo

É um jardim ao meio-dia,

Um jardim de rosas.

[...]

Um jardim caipira, o da minha casa,

estrelas do norte, cravinas, uma flor rosada

que desabrochava em pencas e até hoje só vi

nos canteiros dos pobres.

E rosas, rosas, rosas, o modo de minha mãe virar rainha:

'para mim a rosa é a primeira das flores'.

[...]

 

De noite tem rock no Leblon? E vou ver o pôr-do-sol. Amanhã volto pra casa. Ainda bem.



Escrito por Amanda K. às 11h50
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Não sou grande conhecedora da obra de Sérgio Sampaio. Só dois CDs “Eu quero é botar meu bloco na rua” e “Cruel”. Gosto mais do primeiro, principalmente de uma música “Eu sou aquele que disse”. Mas todas as outras, que maravilha: “eu viajei de trem”, e a clássica “eu quero é botar meu bloco na rua”. Eu só queria...

 

“Vem, não tenha medo

A barra está pesada

Vem, não tenha medo

A barra pode aliviar

As pessoas são uns lindos problemas

Eu posso até acreditar

Eu acho tudo isso uma grande piada

Ou então eu não posso achar”.

 

“Aqui, eu abro meu jogo

Não mato, não morro

Nem perco a cabeça

Eu sou aquele...

Eu sou quem pede e não manda

Mantenha distância

Da minha cabeça

Eu sou quem acha e não acha

E se fala e se cala”

 

“Dona Maria de Lourdes não espere por mim”.

 

“Não é vivendo que se aprende, Odete

Mas é vivendo que se aprende a viver

A vida passa, eu fico louco

Fico rouco, fico pouco me importando

Com o que vai acontecer”

 

E por aí vai.



Escrito por Amanda K. às 07h40
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Às vezes queria não ter a percepção que tenho das coisas. Da janela eu veria o vizinho enforcando a esposa e acharia que era apenas fantasia do casal. Nos corredores ririam de mim e eu entraria na onda. Omitiriam tudo de mim e eu apenas nem saberia o que aconteceu. Seria bom, às vezes ser surdo e mudo nem que fosse ficticiamente. E eu nem sei por que tenho dito tanto essas duas palavrinhas: “às vezes”. É porque às vezes você ta meio cansada. Quase dizendo o que às vezes não deveria dizer.



Escrito por Amanda K. às 07h12
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PONTO 1

 

Madame Bovary é mesmo para mim o melhor livro. Mesmo depois do filme o livro é que pede uma releitura. A angústia, a eterna insatisfação de Emma. Uma história que será sempre “moderna”. Se repete e se repetirá. A insatisfação de Cristina em Vicky Cristina Barcelona e porque não de Maria Elena. Ana Karenina. Acho que é a busca. Uma busca incessante pela felicidade. Deve ser assim. A felicidade e a angústia que andam sempre juntas nas paixões. Até mesmo nas pessoas ditas normais. Nesse quesito todos se igualam.

 

PONTO 2

 

Estou querendo baixar o cd da banda It's a Musical “The Music Makes Me Sick”, mas a moda na net é vender o MP3, um saco. Meus reais não dão para virar dólares duplicados.

 

PONTO 3

 

A desorganização está me dominando. Não sei lo que pasa. Penso em ir essa semana ganhar energias novas. Ver a família e alguns dois ou três amigos.

 

PONTO 4

 

O youtube ajuda. Yes.

 

 



Escrito por Amanda K. às 09h18
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Um trio pesado no fim de semana: “Lolita” “De Olhos Bem Fechados” e “Último Tango em Paris”.

Uma ótima apresentação: The Shortwave Set

E um furúnculo.

  



Escrito por Amanda K. às 08h23
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Eu tinha, acho, que uns cinco anos, morava no sítio e ia todos os dias estudar em Cajazeiras. Numa dessas viagens me perguntaram de quem eu gostava mais se Madonna ou Michael Jackson, eu como criança nem sabia responder direito. A menina me induziu: Michael Jackson né! Madonna é muito escandalosa. Eu disse: é!?

Fiquei triste com a morte dele. Como devem estar hoje milhares de pessoas.

Quantas apresentações no Teatro Ica. Não dele, mas de todo mundo que imitava. Uma em particular começava com o barulho de um copo quebrando. Estilhaços de um tempo acabado.



Escrito por Amanda K. às 08h14
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Lá no meu pé de serra ai que saudades eu tenho. Quando chega junho eu fico mesmo mais melancólica que o normal. É São João e eu me lembro tanto do meu avô e de um tempo que a simplicidade me fechava no meio de fogueira, de chuvinhas, de milho... Eu não posso ouvir Luiz Gonzaga sem que uma lágrima queira cair. Ai ai que dor, as fulô do meu sertão... vendo as abeia beber mel. Meu avô sempre comprava todos os discos de Luiz e botava na radiola e eu me sentava com ele e me balançava até dormir. E vovó dizia que as músicas de hoje só falam de amor, isso há mais ou menos uns 18 anos. Eu e meu irmão brigávamos e mainha pegava o chinelo e a gente corria. E eu soltava traque nos pés dos meninos e ria ria ria. Eu caia e chorava. Nas férias eu ia para roça e tirava tomate com uma latinha que meu avô fez. Na escola Alberto me chamava de beradera e eu chorava de novo. Mas o pobre vê nas estradas o orvalho beijando a flor. Chorava porque fui morar na cidade. Eu chorei. Meu Deus se eu pudesse fazer o que manda o meu coração. Saudade que aperta que dói que maltrata. Mangaratiba eu achava que era um palavrão. Cheguei cheguei. O mar é belo lembra o seio de Ceci. Dezessete e setecentos. Bastava ele dizer respeita Januário e a gente se calava direitinho. No fim do ano vovó fazia peru com farofa e íamos todos pro Canindé. Ai ai que bom que bom que bom que é. Uma estrada e a lua branca. Uma gente andando a pé. Um casal de galo campina sempre sentava nos fios e cantava, cantava e mudava mesmo de cor. Molhava os pés no riacho. Que água fresca Nosso Senhor. E eu não posso usar havaianas sem lembrar os arames que ele botava pra remendar. Eu lembro. Quer queira quer não.



Escrito por Amanda K. às 09h11
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Às vezes você escuta o sorveteiro e quer muito sorvete, mas não tem coragem de levantar e contar moedas e descer a escada abrir o portão. Às vezes você sabe que seus amigos estão cada qual no seu canto e não tem coragem de pegar o telefone e procurar e ligar e falar. Às vezes você está numa festa e muita gente chega e você não tem vontade de levantar e deixar seu copo e ir cumprimentar e ir perguntar como vai como foi? Às vezes o banco está te roubando e você não agüenta fichas e filas de banco e sorriso falso de atendente de banco. Teu chefe vai chegar e vai te pedir muita coisa e você não está a fim de rir e dizer está tudo bem. Ok. Ok. Às vezes você quer ir praquele lugar onde nem pega telefone, nem pega carro nem pega formalidades, nem pega...



Escrito por Amanda K. às 08h46
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Bastante água fresca ou coisa assim. Dia 30 acordei no meio da noite e tava passando “Elas cantam Roberto” e foi justamente na hora que Nana Caymmi cantava lindamente não se esqueça de mim. Dia 03 fomos pro show de Roberto, não achei tão lindamente assim, eu quis me arrepiar mais, até pensei: mas achei Roberto tão mecânico, como uma paixão que você deseja tanto e de repente não é aquilo que se imaginou. Dia 07 eu voltava pra casa e numa das casas da rua estava havendo festa, só notei porque escutei Chico Buarque cantando “Passaredo” e fiquei tão feliz. Dificilmente se espera ouvir Passaredo em uma festa. E hoje pego uma seleção que Linaldo trouxe de Cajazeiras e escuto novamente Nana só que cantando “Bancarrota Blues”, confesso que essa não é uma das minhas músicas preferidas de Chico, mas com Nana arrepiou como eu nem esperava.



Escrito por Amanda K. às 08h33
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Fomos comprar presente pro dia dos namorados e fiquei pensando como é difícil ser gay. Tive que fingir que era pro meu namorado e foi engraçado. Aí no shopping você vê uns tipos que não se vê em todo canto. Não sei se isso é bom ou ruim.

To vendo muitos filmes. Muitos filmes de Almodóvar. E o que mais gosto são os travestis e Penélope Cruz, sem contar certa “frieza” com que os personagens tocam a vida.



Escrito por Amanda K. às 09h50
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Acordei tarde. Esse teclado ta comendo minhas letras. E lembrei dessa música.

 



Escrito por Amanda K. às 09h18
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To gostando muito do livro “O Matador”. O enredo é bem construído, o que tem me prendido. Um dos melhores que li ultimamente. É transgressor, mas tem uma história para contar. Se é que alguém me entende. Não é uma mera sequência de fatos. Creio que irá culminar em alguma coisa.

 

“Enquanto caminhava e olhava para os meus sapatos fodidos, eu pensava que a vida é uma coisa engraçada. Ela vai sozinha como um rio, se você deixar. Você também pode botar um cabresto, fazer da vida o seu cavalo. A gente faz da vida o que quer. Cada um escolhe a sua sina, cavalo ou rio”.

Patrícia Melo in O Matador



Escrito por Amanda K. às 07h57
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Quando eu to para leitura é assim: quero tudo ao mesmo tempo. Comecei “O matador” e hoje já reli um continho de Katherine Mansfield que adoro. Ontem quase compro um livro dela, minha velha compulsão. A CosacNaify estava com 40% de desconto e eu adoro as edições dessa editora, são perfeitas. Meu sonho de consumo é comprar a caixinha com Ana Karenina, que namoro faz tempo. Comprarei. E já que começou a chover de novo, vou transcrever um trechinho de “Felicidade”.

 

 

“Embora já tivesse trinta anos, Bertha Young ainda experimentava momentos como esse, quando gostaria de correr em vez de andar, sair dançando pela calçada, brincar, atirar alguma coisa para o ar e tornar a pegá-la ou ficar imóvel e rir – à toa – simplesmente à toa.

O que fazer, com trinta anos, ao virar a esquerda de sua própria rua, você é repentinamente tomada por um sentimento de felicidade – felicidade absoluta! – como se repentinamente tivesse engolido um pedaço brilhante daquele sol do entardecer e ele queimasse em seu peito, enviando uma chuvinha de faíscas para cada partícula, dos pés à cabeça?

Oh, será que não existe uma maneira de expressar isso sem passar por ‘bêbado e descontrolado’? Como é idiota a civilização! De que me serve um corpo se tenho que mantê-lo fechado numa caixa como um violino raro?”

 

Katherine Mansfield in Felicidade



Escrito por Amanda K. às 08h19
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Não sei se já contei. O primeiro livro que li eu tinha 4 anos e se chamava “Maricota sem Dona”. Fazia a alfabetização e a professora pediu pra gente escolher um livro e depois falar do que se tratava. Lembro como se fosse hoje. Era a história de uma boneca que não tinha dona, e estava abandonada num canto de uma loja de brinquedos. Maricota de tão triste decide sair em busca de alguém. Conhece várias crianças: a menina que tinha muitos brinquedos, outra que quebrava tudo... Até que finalmente ela conhece uma menininha pobre que era perfeita para ser sua dona. E assim foram felizes para sempre.

Ainda lembro as ilustrações do livro e do vestido vermelho com avental da boneca. Se um dia eu escrever uma história infantil, tem que ser assim: que esteja na memória mesmo depois de 20 anos.

 



Escrito por Amanda K. às 08h34
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I - Tá, não sou da sociedade defensora dos animais ou florestas, mas que fico danada quando alguém derruba uma árvore eu fico. Eu querendo uma no meu jardim imaginário e o outro destruindo.

II - Ontem, mesmo com a viagem corrida, visitei uma grande amiga. Tava tão cansada que cheguei cantando “eu quero uma casa no campo...”. Hoje, a primeira notícia é que Zé Rodrix morreu.

III - Fico pensando como minha cabeça estará quando chegar aos 40. Se meu baú velho já anda tão cheio de lembranças.

 

 



Escrito por Amanda K. às 08h34
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Musiquinha que está na cabeça

 

O clipe é melhor:

http://www.youtube.com/watch?v=xDlEXQaMBpk

 



Escrito por Amanda K. às 09h53
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Uma cadeira de balanço. Minha grande conquista no fim de semana.

Lendo uns blogs percebi que daqueles que eu lia há 3 anos atrás só restaram mensagens do tipo: “um dia voltarei” “chegou a hora de dizer adeus” “quem sabe outra hora”. Para o meu quero um epitáfio melhor. Ou nenhum. Simplesmente irei. Ou não.



Escrito por Amanda K. às 07h48
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Na sexta trabalho de manhã. Acordei com uma sensação meio zumbi. Não posso dormir pouco. Mas, não sei por que hoje tive mais paciência em pegar o circular lotado e ir antes da roleta encostada na porta. Mais paciência de escutar aquele monte de adolescente conversando um monte de futilidade. Mais paciência de observar que se as crianças são o futuro da humanidade, a gente não irá mesmo durar por muito tempo. E até fiquei imaginando como eu consegui sobreviver a essas duas fases. O tanto que me isolei e chorei, o tanto que fui nerd e medrosa. Deu também pra lembrar que os tempos eram outros: papel almaço escrito a mão com uma força danada, álbuns de figurinhas, papéis de carta, joelhos arrebentados, e inocência muita inocência.



Escrito por Amanda K. às 17h47
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Adio. Penso no almoço. Penso no banho. Penso no filme que quero ver. Penso. Penso. E não faço o artigo. O tempo se esgota. E ainda preciso de mais pressão. O que é isso?



Escrito por Amanda K. às 08h51
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Nós dois temos sorte. Estamos juntos. As coisas fluem e vamos sobrevivendo a tudo e a todos. Tem gente que diz que ele é Zé Carioca. Eu acho que somos um casal Zé Carioca. Nos bares contas pagas, caronas, convites, um trabalho ali outro acolá, fazendo com que a vida nos dê um bom sorriso.



Escrito por Amanda K. às 09h39
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Ficou como numa cena de cinema. Escuto a rua. Os carros, buzinas, o vento. Vou ao posto, compro cigarros. Acho que nunca tinha andado só nessa cidade, à noite, não essa hora.

Estou gostando muito do Cineport. Tem gente botando defeito a torta e a direita no festival. Para mim o espaço é bonito, os filmes estão legais na medida. Já marquei o que eu quero ver. Hoje assisti “Os desafinados”, gostoso de ver e ouvir, sonhador como a Bossa Nova. Não dá para não se arrepiar, e rir de vez em quando. Eu cheguei cedo e pensei que seria uma das poucas pessoas por ali. Mas quando deu a hora, se não fico na minha cadeira, não acharia outra pra sentar. Em plena segunda feira, espaço cheio de gente para o cinema. Muito bom.



Escrito por Amanda K. às 22h20
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“O medo anda por dentro do teu coração”

 

A tem medo de nunca poder fazer certas coisas.

I um quase medo de não ter dinheiro para beber

A’ tem medo de sair e não trair.

F medo de câmeras nos sinais

O cara do Crepe Suíço tem medo dos malucos.

A” quer o medo.

Eu? Medo que a chuva molhe meu vestido.

 

“Eu tenho medo e já aconteceu

Eu tenho medo e inda está por vir

Morre o meu medo e isto não é segredo”



Escrito por Amanda K. às 10h01
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Tem dias que realmente dá certo prazer deixar tudo espalhado na casa. A louça por lavar, roupa jogada na cama, a mesa cheia da não comida. O tempo só para preparar um macarrão e sair atrasada. O guarda-chuva quebrado. A chuva num tic tac lento. Amanhã o perfeccionismo irá reinar.



Escrito por Amanda K. às 13h00
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¿Piegas yo?

 

Não sei exatamente por onde começo. Se sai logo após o almoço de Jaguaribe até Manaíra para comprar "Vicky Cristina Barcelona". Não que tenha sido essa a primeira intenção. Nos dois ônibus que peguei um mesmo casal com um papo longo, muy largo. Ele negro com sotaque espanhol e ela loiríssima. Ele super altruísta dando conselhos o tempo todo para a moça que em algum momento, acho que quando passávamos pelo Busto de Tamandaré, disse “mas eu não sou bonita” e ele “ah sim você é muy bonita e inteligente por esto não tem porque ficar assim si!?”. E daí já imagino onde tudo deve estar parando nesse momento.

 

Depois vejo Penélope Cruz belíssima não? Antes mesmo encontrei um amigo muito querido e conversamos horas a fio. Ele me contou sobre seu mais novo namorado e o drama de vida da criatura. Pai, mãe, avós todos mortos, coisa sei lá pra quem ver. Café, aguá, bolo, e chuva muita chuva.

 

Finalmente em casa. Boto o filme. Amor não é coisa para ser pensada e dirá então da paixão. E que ninguém mesmo pode entender. Pelo menos eu, nunca talvez. Entende?

 

 

Dicen que la distancia es el olvido

Pero yo no concibo esa razón

Porque yo seguiré siendo el cautivo

De los caprichos de tu corazón.

 

La Barca (roberto cantoral)

 

 



Escrito por Amanda K. às 21h41
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Estranho. Pensei em Charlotte Gainsbourg, de repente começou a tocar no rádio. Sonhei com uma amiga, no outro dia a encontro na hora do almoço. Lembrei de uma colega do trabalho, quando desço do ônibus dou de cara com a mesma. Tudo em menos de 48 horas.



Escrito por Amanda K. às 10h06
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Essa é sempre uma hora estranha. Não sei explicar exatamente o que acontece. Tenho vontade de caminhar em direção ao Sol. Umas vezes com sensação de liberdade outras mais com uma tristeza infinita. Principalmente aqui quando estou dentro do apartamento fico meio sufocada. E chego mesmo a sentir saudade de morar em uma casa com mais espaço. Com um jardim e um terraço ao qual eu possa sentar numa cadeira de balanço e pensar nas melhoras coisas que ainda restam para acontecer.



Escrito por Amanda K. às 16h39
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Fazia tempo que não escutava um som tão legal aqui na Paraíba. Burro Morto é massa! Bem psicodélico. De preferência a noite.

 

 Burro Morto - Indica




Escrito por Amanda K. às 20h16
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Escrito por Amanda K. às 10h01
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Eu leio minha sorte. Tenho um jogo de cartas que um dia encontrei em uma revista feminina. São umas cartinhas pequenas que contém saberes indígenas, sei lá. Eu sempre tiro uma depois que leio a Bíblia. Também manjo essa se abrir uma página do livro sagrado aleatoriamente, principalmente quando eu não ando muito bem. Às vezes até que levanta meu ânimo, noutras não. Evito abrir no Apocalipse eu tenho medo de verdade do fim do mundo. Tenho medo também de ver santo, ou Jesus ou Maria. Taí uma coisa que eu tenho medo mesmo. Eu rezava pra não ver aquele clarão que o povo diz ter antes do santo aparecer. No fundo eu me consolava: não sou tão boa assim pra ter essa “virtude” não é Deus!? No entanto, acho que não sou tão ruim pra não conseguir o que eu quero, sou? Um pouco mais de paciência. Mas ta, to começando a pensar, acho que é por isso que um santo nunca apareceu pra mim.

 

E a sorte de hoje é: Uma pessoa precisa de uma boa reputação para sobreviver.

Disse o orkut!!



Escrito por Amanda K. às 08h43
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Sim sou antiga. O menino que passou entre as pernas da moça arregalou os olhos. E sei lá. Por coincidência um pedaço da papoula ainda restava preso entre os dentes. Ele quis se desfazer. Eu percebi. Mas disfarçar é uma velha arte. E nisso repeti – sou antiga. Não agüento certos barulhos. Quando certa névoa preenche canto a canto dos olhos visualizo as frestas da janela e mamãe chorando com medo do silêncio. Queria sair voando ladeira abaixo. Lembro exatamente os cinqüenta centímetros que costumava me distanciar do chão. A velocidade devia ser vinte quilômetros - o bastante para ninguém me alcançar.



Escrito por Amanda K. às 09h07
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Uma tradução made in internet

Blowin' In The Wind (tradução)

Bob Dylan

Soprando no vento



Quantas estradas precisará um homem andar
Antes que possam chamá-lo de um homem?
Sim e quantos mares precisará uma
pomba branca sobrevoar
Antes que ela possa dormir na areia?
Sim e quantas vezes precisará
balas de canhão voar
Até serem para sempre abandonadas?
A resposta meu amigo está soprando no vento
A resposta está soprando no vento

Quantos anos pode existir uma montanha
Antes que ela seja lavada pelo mar?
Sim e quantos anos podem algumas pessoas existir
Até que sejam permitidas a serem livres?
Sim e quantas vezes pode um homem virar sua cabeça
E fingir que ele simplesmente não vê?
A resposta meu amigo está soprando no vento
A resposta está soprando no vento

Quantas vezes precisará um homem olhar para cima
Até poder ver o céu?
Sim e quantos ouvidos precisará um homem ter
Até que ele possa ouvir o povo chorar?
Sim e quantas mortes custará até que ele saiba
Que gente demais já morreu?
A resposta meu amigo está soprando no vento
A resposta está soprando no vento



Escrito por Amanda K. às 08h45
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“Aí fui embora. O cara da Marinha e eu dissemos que tinha sido um prazer conhecer um ao outro. Esse é um troço que me deixa maluco. Estou sempre dizendo: ‘Muito prazer em conhecê-lo’ para alguém que não tenho nenhum prazer em conhecer. Mas a gente tem que fazer essas coisas para seguir vivendo.” (p.89)

 

“No duro, fico um bocado feliz quando uma criança sabe ser simpática e educada na hora em que eu acabo de apertar os patins dela ou coisa parecida. A maioria das crianças é assim. É mesmo.” (p. 119)

 

J. D. Salinger in O Apanhador no Campo de Centeio



Escrito por Amanda K. às 17h27
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“Não ligue pra essas caras tristes fingindo que a gente não existe. Sentadas são tão engraçadas. Donas das suas salas. Quem tem um sonho não dança. Bete Balanço, por favor. Me avise quando for embora.” Bete Balanço - Cazuza

 

Ontem voltando do trabalho passando pela lagoa tive que descer do ônibus. Era a gravação do programa “Som na Rural”. Foi um ótimo fim de expediente. O programa vai ao ar dia 30.

 

E hoje viajo para Cajazeiras. Estou desejando um isolamento. Vovó, mãe, sítio, peixe, rede e um livro.

 

Sobre escrever coisas sérias se é que eu escrevia coisas sérias, não tenho previsão de volta. Não que eu tenha abandonado a literatura, apenas estou dando um time. Byke.



Escrito por Amanda K. às 09h43
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Ademir Assunção

 

E eu penso em quantas coisas ainda faltaram pra se dizer, em vidas que se buscam, em caminhos que precisam ser percorridos, e eu olho pela janela, percebo a noite chegando, vejo a caixa d’água do meu bairro, que parece um disco voador, dou de ombros ao alarido de vozes que chega lá de fora e continuo pensando: o que significa isso tudo?”



Escrito por Amanda K. às 18h25
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Eu ando invisível. No msn, no gmail, no trabalho. Tenho medo que em algum momento ao procurar por mim não encontre nada além que um simples vulto.



Escrito por Amanda K. às 20h27
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Não sei até que ponto minha boa percepção das coisas é favorável. Se no jogo vale mais ser cínico. Ter um sorriso de canto a canto das orelhas. Viver realmente é muito comprido.

 

 

Dos nossos males

(Quintana)

 

A nós bastem nossos próprios ais,

Que a ninguém sua cruz é pequenina.

Por pior que seja a situação da China,

Os nossos calos doem muito mais...



Escrito por Amanda K. às 09h07
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 Adiamento (Álvaro de Campos) 

 

Depois de amanhã, sim, só depois de amanhã...  
Levarei amanhã a pensar em depois de amanhã,  
E assim será possível; mas hoje não...  
Não, hoje nada; hoje não posso.  
A persistência confusa da minha subjetividade objetiva,  
O sono da minha vida real, intercalado,  
O cansaço antecipado e infinito,  
Um cansaço de mundos para apanhar um elétrico...  
Esta espécie de alma...  
Só depois de amanhã...  
Hoje quero preparar-me,  
Quero preparar-rne para pensar amanhã no dia seguinte...  
Ele é que é decisivo.  
Tenho já o plano traçado; mas não, hoje não traço planos...  
Amanhã é o dia dos planos.  
Amanhã sentar-me-ei à secretária para conquistar o rnundo;  
Mas só conquistarei o mundo depois de amanhã...  
Tenho vontade de chorar,  
Tenho vontade de chorar muito de repente, de dentro...  
 
Não, não queiram saber mais nada, é segredo, não digo.  
Só depois de amanhã...  
Quando era criança o circo de domingo divertia-rne toda a semana.  
Hoje só me diverte o circo de domingo de toda a semana da minha infância...  
Depois de amanhã serei outro,  
A minha vida triunfar-se-á,  
Todas as minhas qualidades reais de inteligente, lido e prático  
Serão convocadas por um edital...  
Mas por um edital de amanhã...  
Hoje quero dormir, redigirei amanhã...  
Por hoje, qual é o espetáculo que me repetiria a infância?  
Mesmo para eu comprar os bilhetes amanhã,  
Que depois de amanhã é que está bem o espetáculo...  
Antes, não...  
Depois de amanhã terei a pose pública que amanhã estudarei.  
Depois de amanhã serei finalmente o que hoje não posso nunca ser.  
Só depois de amanhã...  
Tenho sono como o frio de um cão vadio.  
Tenho muito sono.  
Amanhã te direi as palavras, ou depois de amanhã...  
Sim, talvez só depois de amanhã...  
 
O porvir...  
Sim, o porvir...


Escrito por Amanda K. às 08h14
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Hoje, a noite pede inúmeras vezes para Bob Dylan cantar Ballad of a thin man.

 



Escrito por Amanda K. às 20h44
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E o Verdura, amadureceu, parece. Tá entre os legais da semana!

 UOL



Escrito por Amanda K. às 07h37
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como larva nos olhos.

água que borbulha.

salta sem pedir licença.

***

 

Me lembrou o sítio. Os gatos. Acerola. O céu. São Francisco. A galinha. O rio. Santa Luzia. A foto. A terra. O mato. Flores.

 



Escrito por Amanda K. às 16h56
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James procurou. A garrafa passou bolsa a fundo, entortando a boca da menina que levava ao nariz, a mão. Álcool não. Prejuízo para os rascunhos ensopados e prontos para serem queimados com a faísca do cigarro.

 

***

 

Gosto tanto das coisas de Recife

 

 

 



Escrito por Amanda às 08h49
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Slowly walking down the hall…

 

Comendo iogurte com granola. Dizem que é bom para digestão. E para dias de espera, com certeza. Você olha para as caras nos corredores. Uns chegam outros vão. E aqueles de sempre chaleirando. Digo que não nasci para chefe. Se pudesse baixaria um decreto contra babões. Contra falsidade e puxa saquismo. Há menos asco no casal de bichinhos que matei essa semana. Nada de defesa dos animais. Eu morro de medo de bicho, fazer o que? Toda perdida nas palavras.

 

 

 



Escrito por Amanda às 17h57
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Não sei de nada...

Por acaso Elis Regina cantou logo cedo, duas músicas básicas.

 

Elis Regina - "Vou Deitar e Rolar" - Ensaio - MPB Especial

 

 

 

Nada será como antes

 

  



Escrito por Amanda às 09h21
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Quando parar é só escutar um silêncio bem perto e longe do que se pensa. Quando se tem muitos livros chamando. Quando o caminho é outro. Quando tudo é o que pediu. Quanto o quando é dúvida?

“Outros astros lhe são guia”

Uns fazem pose. Pergunto que mundo é mais mundo, o meu ou o deles?

A cabeça dele pensa mais, muito mais, dariam milhões por ela, mas outros preferem a cabeça do peixe.

O menino fala das terras pra lá do Atlântico e a minha fala restringe-se a pra cá do Boqueirão. Então sou mais equilíbrio razão-emoção?

“Noutras palavras sou muito romântico”



Escrito por Amanda às 18h26
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É bom saber que apesar de tão longe, eles lembram de mim. Fico até com medo. Muita coisa boa ao mesmo tempo. Nessas horas sempre penso que vou morrer. É isso aí, como diria uma das minhas sobrinhas postiças estou ficando com cara de tia, finalmente. São os 24.



Escrito por Amanda às 20h03
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O tempo anda curto, me desespero. Isso quer dizer que o ano começou bem, de verdade.

Acordei com o assobio de Caetano na cabeça.

Tempo de estio
Caetano Veloso


Quero comer
Quero mamar
Quero preguiça
Quero querer
Quero sonhar
Felicidade

É o amor
É o calor
A cor da vida
É o verão
Meu coração
É a cidade

Rio, eu quero
suas meninas

O Rio está cheio de Solanges e Leilas
Flávias e Patrícias e Sônias e Malenas
Anas e Marinas e Lúcias e Terezas
Glórias e Denises e luz eterna Vera

Rio, tempo de estio
Eu quero suas meninas



Escrito por Amanda às 08h57
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Dúvida

 

O que seria de mim sem o google e seus livros virtualmente disponíveis?



Escrito por Amanda às 11h45
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