É ISSO QUE SINTO:
“Saudade.
De ver depois do viaduto, onde o céu cabe em dois buracos, a torre da Igreja, o hotel globo e os fantasmas tomando chá na Antenor Navarro.
Saudade.
Da lagoa iluminada de pressa. De ônibus e do trabalho de um dia sendo devolvido em meio a gritos, empurrões e pregões de comida.
Saudade.
Das ruas iguais a qualquer rua de qualquer canto, mas ruas que pertencem ao meu endereço.
Saudade.
Do verde cinza azul do mar e céu da orla...”
Astier Basílio
Saudade.
Dos espaços pequenos e do grande amor.
Escrito por Amanda às 17h41
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Fico vendo fofocas sobre celebridades na TV. Votando no site do BBB8. E tendo que responder sempre as mesmas perguntas nessa cidade onde todos estão loucos, meu Deus!? Passarinho até quis pousar, mas aqui não deu, não dará e voou.
Escrito por Amanda às 21h08
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VITRINES
Tenho as dez unhas das mãos de um vermelho desbotado que desgostaria muito Jimmy caso ele estivesse por perto. Eu olho pela janela e a estrada vai apresentando várias paisagens, pessoas interessantes quando vistas de um ônibus e vice-versa. É a curiosidade aumentando o grau de importância que a maioria das vezes nem existe. Aquele homem ali, por exemplo, encostado na parede, usa boné e óculos que lhe dão cara de intelectual. Pega uma chave no bolso e começa a cutucar o ouvido. Depois fica olhando abismado para a cera amarelada. Ainda bem que Jimmy não faz dessas coisas, não na minha frente.
Puxo um livro da bolsa a coluna está dolorida. Viro de lado e continuo observando a estrada. Quero logo encontrá-lo e contar tudo o que se passou desde a nossa despedida. Não temos um relacionamento que possamos chamar de normal. Ele não sabe que é gay. Só eu sei. O conheci numa dessas festas que a gente perde os sapatos, a razão e por pouco não perde a vida. Ele estava no meio parecendo um João-bobo. Tive pena. Fui até lá e encostei. Ele me olhou com um ar meio grogue. Pedi um beijo que ele aceitou dando um selinho sem graça.
Jimmy é assim: aceita tudo o que peço e mando além de concordar em me dividir com outra pessoa. Explico que é porque preciso de um homem de verdade que me pegue de jeito, mas que só ele me dá tranqüilidade e zela pelas minhas noites de ressaca sem fim. Eu uma mocinha que ao acordar não sei distinguir entre noite ou chuva porque aqui dentro alguma coisa se move, seja para os lados seja dos pés a cabeça. Se os cabelos caem ou os outros ficam brancos o certo é que daqui a três horas o tempo vai acabar.
Quase chegando desejo as coisas sem nome, sem cheiro ou sabor. Um rodopio na chuva seca, um pé de escada para o céu ou somente os olhos de Jimmy. Há sempre muitos caminhos abandonados. Vejo assim: você vai caminhando sem olhar para os lados, pega atalhos outras vezes os mais extensos. Não é bom deixar migalhas de pão, porque a certeza é que as coisas realmente não voltam.
No Portal Literal desse mês, Link ao lado!!
Escrito por Amanda às 10h29
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“YES, 'N' HOW MANY YEARS CAN SOME PEOPLE EXIST
BEFORE THEY'RE ALLOWED TO BE FREE?”
O cantor norte-americano Bob Dylan começa a etapa brasileira da "Never Ending Tour" nesta quarta-feira (5) em São Paulo. O cantor ainda se apresenta na capital paulista na quinta-feira (6) e segue para o Rio de Janeiro, onde toca no sábado (8).
Ainda é possível comprar ingressos para todos os setores do show de Bob Dylan no Rioarena (RJ), mas estão praticamente esgotados os ingressos para as apresentações do cantor no Via Funchal (SP).
A prefeitura de São Paulo negocia uma apresentação gratuita de Bob Dylan na cidade, segundo sugestão do senador Eduardo Suplicy (PT-SP). O show pode acontecer no domingo (9) no museu do Ipiranga ou no Parque Ibirapuera.
Dylan promove no Brasil seu mais recente álbum de inéditas, "Modern Times" (2006), terceira etapa da trilogia iniciada com "Time Out of Mind" (1997) e "Love & Theft" (2001).
Há cinco décadas na ativa, Bob Dylan é um dos nomes mais influentes da música popular contemporânea. Já vendeu mais de 100 milhões de discos e conquistou alguns dos mais importantes prêmios do mundo da música, como Grammy e Oscar, entre outros.
A turnê latino-americana teve início no México (26/02) e, depois da passagem pelo Brasil, Bob Dylan segue para Chile (11), Argentina (13, 15 e 18) e Uruguai (20).
Fonte: UOL
Mas a pessoa sonha ainda quem sabe...
Escrito por Amanda às 21h45
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