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BRASIL, Mulher, de 20 a 25 anos, João Pessoa - amanda.karla@uol.com.br



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Verdura


Tem dias que realmente dá certo prazer deixar tudo espalhado na casa. A louça por lavar, roupa jogada na cama, a mesa cheia da não comida. O tempo só para preparar um macarrão e sair atrasada. O guarda-chuva quebrado. A chuva num tic tac lento. Amanhã o perfeccionismo irá reinar.



Escrito por Amanda K. às 13h00
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¿Piegas yo?

 

Não sei exatamente por onde começo. Se sai logo após o almoço de Jaguaribe até Manaíra para comprar "Vicky Cristina Barcelona". Não que tenha sido essa a primeira intenção. Nos dois ônibus que peguei um mesmo casal com um papo longo, muy largo. Ele negro com sotaque espanhol e ela loiríssima. Ele super altruísta dando conselhos o tempo todo para a moça que em algum momento, acho que quando passávamos pelo Busto de Tamandaré, disse “mas eu não sou bonita” e ele “ah sim você é muy bonita e inteligente por esto não tem porque ficar assim si!?”. E daí já imagino onde tudo deve estar parando nesse momento.

 

Depois vejo Penélope Cruz belíssima não? Antes mesmo encontrei um amigo muito querido e conversamos horas a fio. Ele me contou sobre seu mais novo namorado e o drama de vida da criatura. Pai, mãe, avós todos mortos, coisa sei lá pra quem ver. Café, aguá, bolo, e chuva muita chuva.

 

Finalmente em casa. Boto o filme. Amor não é coisa para ser pensada e dirá então da paixão. E que ninguém mesmo pode entender. Pelo menos eu, nunca talvez. Entende?

 

 

Dicen que la distancia es el olvido

Pero yo no concibo esa razón

Porque yo seguiré siendo el cautivo

De los caprichos de tu corazón.

 

La Barca (roberto cantoral)

 

 



Escrito por Amanda K. às 21h41
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Estranho. Pensei em Charlotte Gainsbourg, de repente começou a tocar no rádio. Sonhei com uma amiga, no outro dia a encontro na hora do almoço. Lembrei de uma colega do trabalho, quando desço do ônibus dou de cara com a mesma. Tudo em menos de 48 horas.



Escrito por Amanda K. às 10h06
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Essa é sempre uma hora estranha. Não sei explicar exatamente o que acontece. Tenho vontade de caminhar em direção ao Sol. Umas vezes com sensação de liberdade outras mais com uma tristeza infinita. Principalmente aqui quando estou dentro do apartamento fico meio sufocada. E chego mesmo a sentir saudade de morar em uma casa com mais espaço. Com um jardim e um terraço ao qual eu possa sentar numa cadeira de balanço e pensar nas melhoras coisas que ainda restam para acontecer.



Escrito por Amanda K. às 16h39
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Fazia tempo que não escutava um som tão legal aqui na Paraíba. Burro Morto é massa! Bem psicodélico. De preferência a noite.

 

 Burro Morto - Indica




Escrito por Amanda K. às 20h16
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Escrito por Amanda K. às 10h01
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Eu leio minha sorte. Tenho um jogo de cartas que um dia encontrei em uma revista feminina. São umas cartinhas pequenas que contém saberes indígenas, sei lá. Eu sempre tiro uma depois que leio a Bíblia. Também manjo essa se abrir uma página do livro sagrado aleatoriamente, principalmente quando eu não ando muito bem. Às vezes até que levanta meu ânimo, noutras não. Evito abrir no Apocalipse eu tenho medo de verdade do fim do mundo. Tenho medo também de ver santo, ou Jesus ou Maria. Taí uma coisa que eu tenho medo mesmo. Eu rezava pra não ver aquele clarão que o povo diz ter antes do santo aparecer. No fundo eu me consolava: não sou tão boa assim pra ter essa “virtude” não é Deus!? No entanto, acho que não sou tão ruim pra não conseguir o que eu quero, sou? Um pouco mais de paciência. Mas ta, to começando a pensar, acho que é por isso que um santo nunca apareceu pra mim.

 

E a sorte de hoje é: Uma pessoa precisa de uma boa reputação para sobreviver.

Disse o orkut!!



Escrito por Amanda K. às 08h43
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Sim sou antiga. O menino que passou entre as pernas da moça arregalou os olhos. E sei lá. Por coincidência um pedaço da papoula ainda restava preso entre os dentes. Ele quis se desfazer. Eu percebi. Mas disfarçar é uma velha arte. E nisso repeti – sou antiga. Não agüento certos barulhos. Quando certa névoa preenche canto a canto dos olhos visualizo as frestas da janela e mamãe chorando com medo do silêncio. Queria sair voando ladeira abaixo. Lembro exatamente os cinqüenta centímetros que costumava me distanciar do chão. A velocidade devia ser vinte quilômetros - o bastante para ninguém me alcançar.



Escrito por Amanda K. às 09h07
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Uma tradução made in internet

Blowin' In The Wind (tradução)

Bob Dylan

Soprando no vento



Quantas estradas precisará um homem andar
Antes que possam chamá-lo de um homem?
Sim e quantos mares precisará uma
pomba branca sobrevoar
Antes que ela possa dormir na areia?
Sim e quantas vezes precisará
balas de canhão voar
Até serem para sempre abandonadas?
A resposta meu amigo está soprando no vento
A resposta está soprando no vento

Quantos anos pode existir uma montanha
Antes que ela seja lavada pelo mar?
Sim e quantos anos podem algumas pessoas existir
Até que sejam permitidas a serem livres?
Sim e quantas vezes pode um homem virar sua cabeça
E fingir que ele simplesmente não vê?
A resposta meu amigo está soprando no vento
A resposta está soprando no vento

Quantas vezes precisará um homem olhar para cima
Até poder ver o céu?
Sim e quantos ouvidos precisará um homem ter
Até que ele possa ouvir o povo chorar?
Sim e quantas mortes custará até que ele saiba
Que gente demais já morreu?
A resposta meu amigo está soprando no vento
A resposta está soprando no vento



Escrito por Amanda K. às 08h45
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“Aí fui embora. O cara da Marinha e eu dissemos que tinha sido um prazer conhecer um ao outro. Esse é um troço que me deixa maluco. Estou sempre dizendo: ‘Muito prazer em conhecê-lo’ para alguém que não tenho nenhum prazer em conhecer. Mas a gente tem que fazer essas coisas para seguir vivendo.” (p.89)

 

“No duro, fico um bocado feliz quando uma criança sabe ser simpática e educada na hora em que eu acabo de apertar os patins dela ou coisa parecida. A maioria das crianças é assim. É mesmo.” (p. 119)

 

J. D. Salinger in O Apanhador no Campo de Centeio



Escrito por Amanda K. às 17h27
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“Não ligue pra essas caras tristes fingindo que a gente não existe. Sentadas são tão engraçadas. Donas das suas salas. Quem tem um sonho não dança. Bete Balanço, por favor. Me avise quando for embora.” Bete Balanço - Cazuza

 

Ontem voltando do trabalho passando pela lagoa tive que descer do ônibus. Era a gravação do programa “Som na Rural”. Foi um ótimo fim de expediente. O programa vai ao ar dia 30.

 

E hoje viajo para Cajazeiras. Estou desejando um isolamento. Vovó, mãe, sítio, peixe, rede e um livro.

 

Sobre escrever coisas sérias se é que eu escrevia coisas sérias, não tenho previsão de volta. Não que eu tenha abandonado a literatura, apenas estou dando um time. Byke.



Escrito por Amanda K. às 09h43
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Ademir Assunção

 

E eu penso em quantas coisas ainda faltaram pra se dizer, em vidas que se buscam, em caminhos que precisam ser percorridos, e eu olho pela janela, percebo a noite chegando, vejo a caixa d’água do meu bairro, que parece um disco voador, dou de ombros ao alarido de vozes que chega lá de fora e continuo pensando: o que significa isso tudo?”



Escrito por Amanda K. às 18h25
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