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Verdura


Happiness

 

Aqui no meu loft eu penso no tanto que ainda quero fazer. Nas possibilidades que uma boa companhia pode proporcionar. É, tem vez que nem acredito. Nem consigo também virar o disco do assunto.  




GOLDFRAPP



Escrito por Amanda K. às 22h34
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A você, com amor

(Vinicius de Moraes)

 

O amor é o murmúrio da terra

quando as estrelas se apagam

e os ventos da aurora vagam

no nascimento do dia...

O ridente abandono,

a rútila alegria

dos lábios, da fonte

e da onda que arremete

do mar...

 

O amor é a memória

que o tempo não mata,

a canção bem-amada

feliz e absurda...

 

E a música inaudível...

 

O silêncio que treme

e parece ocupar

o coração que freme

quando a melodia

do canto de um pássaro

parece ficar...

 

O amor é Deus em plenitude

a infinita medida

das dádivas que vêm

com o sol e com a chuva

seja na montanha

seja na planura

a chuva que corre

e o tesouro armazenado

no fim do arco-íris.



Escrito por Amanda K. às 09h19
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Meu caminho sempre deu no mar. E o motivo agora eu sei qual. Construir uma vida, sem pressa, “muita calma para pensar e ter tempo pra sonhar”. “E eu que era triste descrente desse mundo ao encontrar você conheci o que é felicidade, meu amor”.

 



Escrito por Amanda K. às 21h25
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Vou caminhando e mamãe vê aquela mocinha bonita no calçadão, branquinha dos olhos azuis: você deveria namorar alguém assim. Então eu lembro que ela, Ana Maria, na noite passada tomou vinte copos de cerveja e fez ménage à trois. Alguém que acorda cedo, por quê? Me viro e penso que nem sempre a noite todos os gatos são pardos. De manhã com esse Sol cegando e mamãe vendo só roupas e óculos escuros, eu quero correr para o mar e ficar nu. Olha a pele, parece moça bem educada. Sábado passado ela colocou a mão na carteira do pai e financiou a erva para o namorado e os amigos. Eu boiando em alto-mar e um arco-íris fazendo sombra colorida sobre o peito.



Escrito por Amanda K. às 10h20
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Na próxima encarnação quero nascer economista: só entender de números. Ou torneiro mecânico: ser presidente? Ou gay.



Escrito por Amanda K. às 10h20
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Bem distante, lembrei hoje dessa música da Legião Urbana. Em que fase estarei eu? Ow ow... Fico preocupada.

 

Quase Sem Querer

Dado Villa-Lobos / Renato Russo / Renato Rocha

 

[...]

Me fiz em mil pedaços

Pra você juntar

E queria sempre achar

Explicação pro que eu sentia

Como um anjo caído

Fiz questão de esquecer

Que mentir pra si mesmo

É sempre a pior mentira

 

Mas não sou mais

Tão criança, oh! oh!

A ponto de saber tudo...

 

Já não me preocupo

Se eu não sei por que

Às vezes o que eu vejo

Quase ninguém vê

 

E eu sei que você sabe

Quase sem querer

Que eu vejo

O mesmo que você...

 

[...]

Sei que às vezes uso

Palavras repetidas

Mas quais são as palavras

Que nunca são ditas?

 



Escrito por Amanda K. às 17h19
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"Controlando a minha maluquez, misturada com minha lucidez..."

 

Quando eu visto minha blusa estampada esvoaçante e saio rápido me lembro de Hélio Oiticica e dos parangoles queimados. Lembro que a cinza de uma história é melhor que aqueles que nunca fizeram história. Lembro de um namorado que não gostava dos meus cabelos vermelhos e das minhas calças folgadas: que depois que terminei folguei ainda mais as calças e afogueei mais ainda os cabelos. Lembro que sou chata e metida quando se metem a entrar no espaço das minhas escolhas. Que eu preciso cuidar da vida, porque algum dia estarei muito só: eu e as escolhas. Uma sina. Será?



Escrito por Amanda K. às 13h20
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Bóris costuma dizer que eu não tenho muito juízo. Que daqui a pouco me caso de novo. E sendo sincera, vontade não falta. Eu sempre penso que a vida é muito curta e que se uma coisa boa te aparece porque não vivê-la?

Eu gosto dessa história de família, de casamento, casa, filhos... E sinto falta. Não consigo enxergar minha existência de outra maneira. Isso eu sei.



Escrito por Amanda K. às 16h42
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No ônibus, os olhos fechando e o Sol insistindo. Então, a gente canta mentalmente uma música para sexta-feira preguiçosa. Olha para o céu e ri.

 

Samba e Amor

Chico Buarque

 

Eu faço samba e amor até mais tarde

E tenho muito sono de manhã

Escuto a correria da cidade que arde

E apressa o dia de amanhã

De madrugada a gente 'inda se ama

E a fábrica começa a buzinar

O trânsito contorna, a nossa cama reclama

Do nosso eterno espreguiçar

No colo da bem vinda companheira

No corpo do bendito violão

 

Eu faço samba e amor a noite inteira

Não tenho a quem prestar satisfação

 

Eu faço samba e amor até mais tarde

E tenho muito mais o que fazer

Escuto a correria da cidade. Que alarde!

Será que é tão difícil amanhecer?

Não sei se preguiçoso ou se covarde

Debaixo do meu cobertor de lã

 

Eu faço samba e amor até mais tarde

E tenho muito sono de manhã.



Escrito por Amanda K. às 10h09
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O primeiro dia que vi amanhecer literalmente aqui. Minha vida de gato: de gatos, melhor dizendo.

Eu gosto tanto de algumas pessoas e queria tanto que elas conseguissem de desvencilhar de certas coisas, que sei lá...

Mas também, vou ver esse clipe da Norah Jones as seis e cinquenta e dois da manhã de domingo e mapear todos os lugares por onde espalhei palavras. Forever.

O dia é bonito, apesar de o Sol me queimar tanto.

Nem era disso que eu ia falar só que eu gosto de enroscar meus dedos nesse teclado. Ia comentar sobre o show de ontem no Festival Mundo.

Burro Morto é a banda mais viva que vi nesses últimos tempos. Eles são modernos, psicodélicos: conseguem que eu feche meus olhos e entre em sintonia. Tem futuro e estão acima do nível das outras bandas que se apresentaram anteriormente.

No mais, o festival é uma boa idéia. Comentava que a PB precisa de mais eventos como esse. Gosto de misturas e da diversidade. A vida só é boa se diversa. A vida só é boa porque existe a música, porque existe você ao meu lado.

E agora vou dormir.

 

 



Escrito por Amanda K. às 07h05
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